Marco Polo Del Nero, presidente eleito da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), durante apresentação do relatório de sustentabilidade e legado da Copa do Mundo 2014, na Arena Corinthians, em São Paulo.

Marco Polo Del Nero, presidente eleito da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), durante apresentação do relatório de sustentabilidade e legado da Copa do Mundo 2014, na Arena Corinthians, em São Paulo.

Presidente da CBF foi formalmente acusado pela Justiça dos EUA (Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press)

O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Marco Polo Del Nero, foi acusado formalmente pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos. O dirigente aparece ao lado de Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF, e outros 14 nomes indiciados por corrupção, formação de quadrilha e enriquecimento ilícito.

“A mensagem desse indiciamento deve deixar claro para todos os indivíduos culpados que querem permanecer nas sombras, esperando escapar da nossa investigação: você não nos deixará fora. Você não escapará do nosso foco”, avisou procuradora-geral dos EUA, Loretta Lynch.

O recado atinge diretamente Marco Polo Del Nero, que tem evitado viajar desde que seu antecessor no cargo, José Maria Marin, foi preso em meio às investigações sobre corrupção entre dirigentes da Fifa. A acusação formal a Del Nero foi citada nesta quinta-feira por Robert Capers, promotor distrital de Nova York.

“Os 16 acusados incluem executivos da Concacaf e da Conmebol. Também temos alguns secretários e tesoureiros da Conmebol, membros da instituição de El Salvador, Guatemala, Honduras, todos parte da Concacaf, confederação da América Central. Esses países tem membros acusados. Marco Polo Del Nero, da Confederação Brasileira, que recentemente abriu mão da sua posição na Fifa, e outros ex-presidentes também são acusados”, disse o promotor, falando sobre Ricardo Teixeira e José Maria Marin.

A Justiça dos EUA afirma que a investigação chegou a Del Nero e Ricardo Teixeira graças a oito novas delações premiadas. Entre os 16 indiciados, foram presos nesta manhã, na Suíça, o presidente da Conmebol, Juan Ángel Napout, e o mandatário-interino da Concacaf, Alfredo Hawit.

“Agora estamos trabalhando para trazer essas duas pessoas para os EUA para serem julgados. Essas acusações também aumentam os casos de corrupção que vimos em maio, do esquema que funciona desde 1991 até hoje”, falou Loretta Lynch, que diz contar com a ajuda da Justiça brasileira e busca acordos para extradição.

“Dirigentes conspiraram para receber mais de US$ 120 milhões. Houve o pagamento sistemáticos de propinas e subornos para favorecer algumas empresas. Algumas delas também sofreram com pagamentos de patrocínios e novos países para terem a Copa do Mundo na sua geografia”, prosseguiu a procuradora-geral dos EUA.

Além de Del Nero, Teixeira, Napout e Hawit, os outros indiciados são: Ariel Alvarado (membro do Comitê Disciplinar da Fifa), Rafael Callejas (membro do Comitê de Marketing e Televisão da Fifa), Brayan Jiménez (presidente da Federação de Futebol da Guatemala), Rafael Salguero (ex-membro do Comitê Executivo da Fifa e ex-presidente da Federação de Futebol da Guatemala), Héctor Trujillo (secretário-geral da Federação de Futebol da Guatemala), Reynaldo Vazquez (ex-presidente da Federação de Futebol de El Salvador), Manuel Burga (membro do Comitê de Desenvolvimento da Fifa e ex-presidente da Federação de Futebol do Peru), Carlos Chávez (tesoureiro da Conmebol e ex-presidente da Federação de Futebol da Bolívia), Luís Chiriboga (presidente da federação de Futebol do Equador), Eduardo Deluca (ex-secretário-geral da Conmebol), José Luis Meiszner (secretário-geral da Conmebol) e Romer Osuna (membro do Comitê de Audiência e Conformidade da Fifa e ex-tesoureiro da Conmebol).

“O futebol está indo para o lado errado. Futebol significa união, cultura e valores fundamentais para este momento do planeta. Não há espaço para corrupção. Por isso, o Departamento de Justiça dos EUA não pode se ausentar. Agradeço a todos que estão nos ajudando”, disse Lynch.

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