Passei o final de semana no Rio de Janeiro participando de um evento bem diferente. Mais de cento e cinquenta jovens, na maioria pertencentes a faixa etária de 17 à 25 anos, de todas as partes do Brasil, competindo por vagas em times de futebol. Não era o que eu conhecia antigamente como uma “peneira” de times grandes, mas sim algo muito mais promissor.

Técnicos de Universidades e Colleges americanos viajaram horas para ver de perto e avaliar possíveis talentos que possam compor suas equipes na próxima temporada de 2016.

foto_next

Os atletas, sob um calor beirando os quarenta graus, não pouparam esforços para mostrar suas aptidões. Muitos deles, craques de bola, recusados pelo sistema caótico do futebol profissional de nosso país. Conversando com alguns, ou mesmo seus pais, percebo certa mágoa de não conseguir concretizar seus sonhos aqui mesmo em Terra Brasilis.

Alguns dos pais são taxativos ao avaliar o sistema de seletiva dos times de futebol no Brasil como algo injusto e podre. Nem sempre os melhores conseguem oportunidades, as mesmas mazelas que vemos acontecendo nas altas esferas do país, são repetidas no esporte. Uma vergonha.

Muitos olham esta oportunidade de transferir-se para fora, como sendo a última chance de manter-se próximo do sonho de ser um dia “jogador de futebol”.

Mas conseguir uma destas vagas não é simples. Um dos maiores entraves para nossos garotos é a questão da língua. O inglês é uma barreira, as escolas americanas exigem um nível de domínio bastante alto.  Não basta ser bom dentro de campo, o estudante selecionado deve mostrar talento também em sala de aula. Quem não vai bem, não joga e está arriscado até a perder a bolsa, que em alguns casos pode chegar até a 100% de desconto.

 

Quem consegue vencer as barreiras – o processo de seleção, os testes de inglês – pode ainda deparar-se com mais desafios ao começar sua nova aventura no exterior. A adaptação ao ambiente, clima e cultura podem ser mais pedras neste caminho. Os que conseguem superar as adversidades, e completam o programa, mostram-se muito satisfeitos.

Ao final dos quatro anos de estudos poucos seguem a carreira de jogador, mas ao contrário daqueles que são rejeitados pelo futebol profissional no Brasil, os jovens voltam com um diploma e especialização em uma área específica. Um primeiro grande e importante passo para atingir o mercado de trabalho.

Vale o aprendizado, a convivência com o ambiente cultural diverso e a grande oportunidade de estudar em uma Universidade no exterior,  muito mais promissor do que apenas sonhar com futebol. Talvez um dia, este caminho não mais seja necessário, por enquanto trata-se de uma alternativa interessante.

O post Carreira e jogar futebol: algo possível? apareceu primeiro em Gestão Positiva.

Powered by WPeMatico

Related Posts